XXI Fórum Covid-19 da SMCC abordou a situação epidemiológica atual, o andamento da vacinação e esclareceu dúvidas frequentes entre profissionais de saúde e leigos

25 jun, 2021 | Notícias

XXI Fórum Covid-19 da SMCC abordou a situação epidemiológica atual, o andamento da vacinação e esclareceu dúvidas frequentes entre profissionais de saúde e leigos


A 21ª edição do Fórum Covid-19 da SMCC foi realizada ontem (24/06/2021) e já está disponível online.

Você pode conferir o conteúdo completo do 21° Fórum da SMCC de várias formas:

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Terceira Onda

De acordo com dados do DEVISA, Campinas está vivendo uma tendência de estabilização e queda nos casos de Covid-19, que pode ser reflexo das medidas restritivas e da campanha de vacinação. A cidade trabalha com indicadores precoces, monitorando todos os atendimentos de queixas respiratórias em Pronto-Atendimento e Unidades Básicas de Saúde para tentar se antecipar o que vai ocorrer nas semanas seguintes, já que quando há aumento desses atendimentos, em duas ou três semanas, também é registrado um aumento nas internações hospitalares.

“Isso aconteceu nas duas ondas que antecederam. A gente não está considerando ainda terceira onda, talvez nem vamos chegar a ter uma terceira onda”, avalia a Dra. Andréa. Segundo ela, depois de algumas semanas com tendência de aumento dos atendimentos de queixa respiratória, agora começou a ocorrer uma redução dos casos. As notificações de Síndromes Gripais e de Síndromes Respiratórias Agudas Graves, outro indicador considerado pela Secretaria de Saúde, também apresentam tendência de queda, assim como a proporção de casos hospitalizados.

O índice de positividade, ou seja, a porcentagem dos casos testados que de fato são Covid-19 também apresenta uma certa estabilidade. Ele já chegou a quase 45%, em março, e hoje é de 35%.

Casos ‘Não-Covid’ preocupam

Diferentemente da primeira e da segunda ondas, em que os casos de Covid-19 estavam alto, mas havia uma redução em outros tipos de síndrome respiratória, neste momento, os casos não-Covid se tornaram uma preocupação.

O superintendente do HC da Unicamp, Dr. Antônio Gonçalves de Oliveira Filho, disse que o aumento de casos de síndrome respiratória – inclusive não-Covid-19 – está causando uma pressão no sistema. São casos de pessoas mais jovens que estão precisando de internação. Segundo ele, o número de internações de pacientes com idade entre 20 e 50 anos dobrou se comparado a 1º de fevereiro, quando começou a vacinação. Por outro lado, houve um aumento muito menor nas faixas etárias mais avançadas. “Isso pode demonstrar um reflexo da vacinação que está ocorrendo”, comenta.

O diretor-presidente da Rede Mário Gatti, Dr. Carlos Arca, também disse que houve um aumento de internação na faixa etária intermediária. Como o HC, casos não-Covid-19 também se tornaram uma preocupação. “O que tem nos preocupado muito é a porta não-Covid. Nossos prontos-socorros, todas as unidades do Mário Gatti, hospitais e UPAs estão abarrotados de pacientes não-Covid, coisa que nós não tivemos no pico do ano passado e nem no primeiro pico desse ano. Esse pico de junho tem nos trazido bastante preocupação da parte não-Covid”, afirma.

A mesma realidade está ocorrendo no Hospital Centro Médico de Campinas. De acordo com o coordenador médico do Pronto Atendimento da instituição, Dr. Luís Gustavo Cardoso, eles estão enfrentando um impacto muito grande dos casos não-Covid. “Na primeira onda, a procura de casos não-Covid era muito reduzida. Na segunda, já impactava de certa forma, e agora a gente tem uma disputa por leito muito grande e uma espera no Pronto-Atendimento dos casos não-Covid”, afirma.

O diretor técnico do Vera Cruz Casa de Saúde, Dr. Bruno Araújo, mencionou a redução da faixa etária dos pacientes e disse que o hospital ainda está muito pressionado, mas disse que houve uma ligeira redução nos casos de internação, inclusive na taxa de conversão entre os pacientes que procuram o Pronto-Socorro e precisam ser hospitalizados. “Agora estamos na expectativa do reflexo do último feriado”, diz. Já no Hospital Maternidade de Campinas, a situação está diferente. De acordo com o diretor-presidente do hospital, Dr. Marcos Miele, a pressão diminuiu e, dos seis leitos de UTI Covid, apenas dois estão ocupados.

No Hospital Municipal Walter Ferrari, em Jaguariúna, a situação ainda é bem preocupante. De acordo com o diretor-presidente da unidade, Dr. Rene Penna Chaves Neto (UniEduk), houve um aumento do volume e da gravidade dos casos. “Nossa percepção é de um aumento quantitativo dos pacientes e maior número de internação, refletindo numa maior gravidade dos casos”, resume. Ele alerta para uma ocupação na UTI de cerca do dobro da capacidade habitual do hospital.

Vacinação

A escolha da marca da vacina contra a Covid-19, por uma parcela da população, se tornou um desafio para a cidade de Campinas, que tem recebido vários tipos de pedido para a aplicação de um ou outro tipo de imunizante. A prática, que tem se alastrado pelo País, já ganhou até nome: “sommelier de vacina”. O alerta foi feito pela diretora do DEVISA (Departamento de Vigilância em Saúde), Dra. Andréa von Zuben, na mesma ocasião em que foram mostrados dados que confirmam os resultados efetivos da campanha de vacinação nas faixas etárias que já estão totalmente imunizadas.

“O que tem nos incomodado muito é o tanto de gente querendo escolher vacina. A gente queria fazer um apelo para vocês: vacina boa é a vacina disponível. Todas são aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância e Saúde), todas têm efeitos muito bons”, disse a diretora do DEVISA. Segundo ela, o maior desafio hoje na Secretaria de Saúde é o pedido de pessoas que alegam que não podem tomar uma ou outra vacina. “A gente não pode escolher vacina. É muito complicado. Quando escolhe a vacina, não vai ter a vacina naquela hora, vai atrasar a imunização, vai perder a oportunidade de se prevenir, pode se infectar, pode agravar, pode morrer, pode passar a doença, então a gente precisa muito que as pessoas tomem a vacina que está disponível”, alerta.

A coordenadora de Vigilância e Agravos do DEVISA, Dra. Valéria Correia de Almeida, ressaltou que o efeito de uma campanha de vacinação é muito mais coletivo do que individual. O objetivo, segundo ela, é a redução da morbimortalidade na faixa etária que já está imunizada. “É uma estratégia coletiva. Quanto mais pessoas imunizadas, menor a probabilidade de a gente transmitir a doença. Nenhuma vacina tem 100% de cobertura, mas é o conjunto de coberturas abaixo de 100% em várias pessoas que vai permitir que ocorra a diminuição da circulação do vírus na comunidade”, explica. “Em campanha de vacinação, a gente tem uma meta de atingir bastante gente para diminuir a circulação do vírus”, reforça. “A gente precisa da maior parte das pessoas imunizadas com qualquer uma das vacinas porque essa maior parte imunizada protege até o não vacinado. Sempre foi assim. É assim com a vacina de sarampo que é o nosso principal modelo de vacinação coletiva”, compara.

Ainda sobre a escolha das vacinas, o coordenador do Departamento Científico de Infectologia da SMCC, Dr. Rodrigo Angerami, explicou é importante entender o que devemos esperar de uma vacina. “Tem vacinas que serviram para eliminar doenças, tem vacinas que servem para controlar doença e tem vacinas para diminuir o número de mortes por uma dada doença. Definitivamente, as vacinas que estão aí disponíveis se mostraram muito impactantes do ponto de vista de morbimortalidade”, afirma. Ele citou, como exemplo, a redução do número de casos e de mortes por Covid-19 em idosos, principalmente nas faixas etárias que já receberam as duas doses, e em profissionais de saúde, que também estão com a imunização completa.

Dúvidas e Esclarecimentos

Durante o debate, foram discutidas questões que têm gerado confusão entre profissionais de saúde e mesmo na população em geral, como a questão da realização de testes para aferir a soroconversão após o esquema vacinal completo (não recomendados pelas sociedades de especialidades no momento) e a eventual necessidade de reforço vacinal no futuro, algo que ainda está em avaliação e é motivo de estudos em todo o mundo.

Encerramento

O Fórum foi encerrado pela presidente da SMCC, Dra Fátima Bastos, que também é geriatra. Ela aproveitou a oportunidade para reforçar os benefícios da vacinação em seus pacientes, que, mesmo quando contaminados, desenvolvem a Covid-19 de forma mais leve.

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