Sociedade de Medicina alerta sobre agravamento de dengue em crianças e dá dicas de prevenção

11 dez, 2023 | Notícias

A grande novidade em prevenção é a vacina contra dengue, aprovada recentemente pela Anvisa

Com a chegada do verão e do período chuvoso, aumenta o número de casos da dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. A morte recente de uma criança por dengue hemorrágica, no Distrito Federal, acendeu um alerta sobre a doença em crianças, já que ela pode ser manifestar de forma mais grave. Por isso é importante que os pais estejam atentos aos sintomas e saibam como fazer a prevenção.

De forma geral, os sintomas da dengue em crianças são semelhantes aos dos adultos, mas podem ser mais inespecíficos e confundidos com sintomas de outras doenças. “Na criança, diferente do adulto, o início da doença pode passar despercebido e o quadro grave ser identificado como a primeira manifestação clínica”, explica a coordenadora do Departamento de Pediatria da SMCC (Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas), Dra. Silvia Viesti Helena Nogueira.

Entre os sintomas mais comuns, estão febre alta e persistente, apatia, sonolência, recusa da alimentação, vômitos, diarreia ou fezes amolecidas, dor abdominal, dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. “Nos menores de 2 anos de idade, especialmente em menores de 6 meses, os sintomas como dor de cabeça, dor articular e dor muscular podem manifestar-se por choro persistente, falta de ânimo e irritabilidade”, diz.

De acordo com ela, a dengue costuma ser mais grave em crianças, assim como nos idosos. “O agravamento geralmente é súbito, diferentemente dos adultos, em que os sinais de alarme e gravidade são mais facilmente detectados”, afirma. “Crianças com comorbidades, como diabetes mellitus, imunossupressão, cardiopatia e nefropatia, também apresentam maior risco de complicações”, frisa.

Confira sinais de alerta de agravamento da dengue:

  • Dor abdominal intensa
  • Vômitos persistentes ou com sangue
  • Melena (fezes escurecidas com cor de borra de café)
  • Acúmulo de líquido (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico)
  • Hipotensão postural ou lipotímia
  • Aumento do fígado
  • Sangramento de mucosas
  • Letargia ou irritabilidade
  • Aumento progressivo do hematócrito e diminuição das plaquetas ao exame de sangue
  • Diminuição da diurese
  • Desconforto respiratório
  • Hipotermia

A prevenção pode ser feita com cuidados simples:

  • Usar roupas de manga longa e calça comprida, de preferência de cor clara e trama mais fechada;
  • No nascer e pôr do sol, as janelas e portas deverão ficar fechadas. De preferência, instalar telas nas mesmas. O uso de ar condicionado também ajuda a repelir o mosquito.
  • Utilizar mosquiteiro em camas e berços;
  • Limpeza da casa, quintal, terrenos e eliminação dos possíveis criadouros do mosquito, eliminando locais de água parada;
  • Repelente à base de icaridina pode ser utilizado em formulações próprias para cada idade, a partir de 3 meses de vida. Lembrar de não utilizar durante o sono e nem em períodos prolongados. Não aplicar sobre machucados e nem perto da boca ou olhos. Não colocar na mão da criança e solicitar que ela mesmo aplique, sob o risco de levar a mão à boca. Acima de 2 anos de idade, podem ser usados repelentes a base de DEET. Existe a opção de óleos naturais, como os de andiroba, citronela e capim limão, porém seu efeito é menos duradouro quando comparado aos repelentes comerciais.
  • Vacinação. Foia aprovada pela ANVISA e está disponível em clínicas de vacinação a nova vacina contra dengue, para pessoas com idade entre 4 a 60 anos. A vacina pode ser aplicada em quem nunca adoeceu como também em quem já manifestou a doença. Estudos demonstraram uma proteção de 80,2% contra a infecção pelo vírus da dengue, podendo variar de acordo com o sorotipo em circulação. Além disso, a vacina oferece proteção de 90,4% contra a hospitalização decorrente da doença. Ela é administrada em um esquema de duas doses, com um intervalo de 3 meses entre elas. No entanto, é importante ressaltar que, por se tratar de uma vacina de vírus vivo atenuado, ela é contraindicada para imunodeprimidos, gestantes e lactantes.

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