SMCC divulga vídeo sobre TPM para orientar mulheres que têm a síndrome

É possível fazer tratamentos que reduzem os sintomas e melhoram a qualidade de vida

A TPM (Tensão Pré-Menstrual), atualmente chamada de Transtorno Disfórico Pré-Menstrual, é uma síndrome que pode prejudicar a qualidade de vida das mulheres. Embora ela não seja caracterizada como uma doença, no sentido de oferecer algum risco de morte, ela pode e deve ser tratada. A SMCC (Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas) preparou um vídeo, na série Dicas de Saúde SMCC, com informações esclarecedoras sobre a o tema e com as opções de tratamento. Confira neste LINK.

De acordo com a Dra. Isabella Nelly Machado, coordenadora do Departamento Científico de Ginecologia e Obstetrícia da SMCC, por ser uma síndrome, a TPM é um conjunto de sintomas: dores de cabeça, cólicas, irritabilidade, alterações de humor, inchaços em diversas partes do corpo, dor nas mamas e até alterações do sono.

“Isso tudo acontece porque há uma alteração nos níveis do nosso sangue na segunda fase do ciclo menstrual, naquela fase mais próxima da próxima menstruação, entre oito e dez dias antes da menstruação chegar”, explica. “Nessa fase, existe um desiquilíbrio entre dois hormônios, que são produzidos pelos nossos ovários, a progesterona e o estrogênio. Além dessa alteração hormonal, que geralmente acontece em grande parte das mulheres, outros fatores também contribuem para que esses sintomas fiquem maiores ainda”, comenta.

Entre os fatores citados pela médica, está a questão alimentar. “Alguns alimentos são capazes de aumentar a resposta inflamatória do nosso organismo, como se fossem substâncias que o organismo libera como se estivesse inflamado, e isso piora muito os sintomas”, comenta. Há, ainda, o estresse do dia a dia, que ajuda a aumentar os sintomas, e também fatores genéticos. “A gente sabe que nem todas a mulheres vão desenvolver essa síndrome justamente por ter um fator genético que pode estar ajudando ou atrapalhando que ela venha à tona, com mais força, com mais intensidade”, diz.

Dra Isabella ressalta que a mulher deve ficar atenta aos sintomas e que o principal sinal de que é hora de procurar ajuda é quando a TPM afeta sua qualidade de vida. “Está atrapalhando nos afazeres do dia a dia, na sua família, no relacionamento com os seus colegas de trabalho. Então toda vez que diminui essa qualidade de vida, a mulher deve procurar uma ajuda médica porque existem tratamentos para melhorar esses sintomas”, orienta.

Há vários tipos de tratamentos para a TPM. Um deles é o hormonal.  “Como o pano de fundo é esse desiquilíbrio hormonal, muitas vezes, a gente vai precisar de hormônios, que podem ser usados todos os dias, de forma contínua, ou apenas em uma fase do ciclo menstrual”, explica. “Além dos tratamentos hormonais, podemos lançar mão dos tratamentos que atuam naqueles outros fatores que pioram a TPM, como a alimentação. Então precisamos procurar uma alimentação que tenha menos efeito inflamatório. Isso pode ser feito com a ajuda de um nutricionista, se necessário” diz.

Outra forma de ajudar a melhorar esses sintomas é atuando nos fatores estressantes do cotidiano. “Encontrando momentos em que a gente consiga diminuir esse estresse”, comenta. “E, por último, a gente pode atuar naquela parte dos neurotransmissores que atrapalham o funcionamento de tudo aquilo que vai compor os hormônios. Basicamente, a partir de vitaminas e outros complexos que a gente pode associar aos hormônios”, finaliza.

 

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