O que você precisa saber sobre arritmias cardíacas

Sociedade de Medicina lança vídeo com informações importantes sobre a doença, que pode se tornar grave

Uma das doenças do coração mais comuns, a arritmia cardíaca pode ser muito grave. Ela possui diversas causas e acomete pessoas de todas as idades, com histórico de problema cardiovascular prévio ou não. Em mais uma ação de conscientização da população, a SMCC (Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas) lançou um vídeo com informações importantes sobre a doença. O material, desenvolvido para o público leigo, está disponível gratuitamente para toda a população e pode ser acessado neste LINK.

Para entender o que é arritmia cardíaca, é necessário, primeiro, compreender o funcionamento adequado do coração. “Para que o coração tenha um funcionamento de bomba adequado, o estímulo elétrico deve começar em um lugar específico e se distribuir por todo o coração de uma forma ordenada e sequencial. As arritmias acontecem quando o estímulo elétrico inicia em um local que não é o próprio ou a distribuição da ativação elétrica ocorre de uma maneira não adequada”, explica a coordenadora do Departamento Científico de Cardiologia da SMCC, Dra. Carla Patrícia da Silva e Prado.

De acordo com ela, o coração bate em um ritmo que vai de 50 a 100 batimentos por minuto. Anormalidades para mais da frequência cardíaca ou para menos podem significar arritmias. “Situações em que a frequência cardíaca está entre 50 e 100, mas com batida de uma forma irregular, também são consideradas arritmias”, diz. “Nem sempre frequências cardíacas acima de 100 ou menores de 50 significam anormalidades. Em situações, por exemplo, como dor, febre e estresse psicológico grande, o coração pode bater a mais de 100 por minuto e não significar arritmia. Em outras situações, como por exemplo, os atletas, a frequência cardíaca frequentemente é menor que 50, e não é uma anormalidade”, esclarece.

As arritmias podem acontecer em pessoas que têm problema cardíaco ou não. “Quando há um problema prévio no coração, ele pode ser de circulação de sangue do próprio coração, o mais conhecido é o enfarto agudo do miocárdio, uma causa frequente de arritmia; pode ser acometimento do músculo cardíaco por processos inflamatórios ou infecciosos; no Brasil, a gente tem a cardiopatia chagásica crônica, como uma patologia frequente de arritmias; podemos ter problemas nas valvas do coração, provocando arritmias; e, ainda, podemos ter alterações genéticas”, exemplifica a cardiologista.

No caso de pessoas com arritmias cardíacas, mas sem problemas prévios no coração, as causas são outras. “Por exemplo, o mau funcionamento da tireoide, que é uma glândula que se localiza na região anterior do pescoço. Essa glândula regula várias funções orgânicas, inclusive a cardíaca. Outra situação importante que pode provocar arritmias é o uso de medicamentos da nossa prática diária: vários antibióticos, antifúngicos, remédios para ansiedade, para depressão. São situações em que pode ocorrer arritmia cardíaca e não termos problemas cardíacos”, diz a Dra. Carla.

É importante frisar que as arritmias cardíacas podem estar presentes em crianças, adolescentes, adultos e idosos.  “A frequência maior é no grupo de idosos porque, nessa faixa etária, nós já temos algumas alterações cardíacas próprias da idade”, comenta a médica. “As arritmias não são todas iguais. Podem ter pouca repercussão no sistema cardiovascular ou podem ser muito graves”, completa.

Os sintomas da arritmia são diversos: vão desde palpitações, aceleração dos batimentos cardíacos, falha do batimento cardíaco, perda da consciência transitória, dor no peito, falta de ar e até parada cardíaca. “As arritmias podem ser tão graves, a ponto de atrapalhar tanto o funcionamento cardíaco e provocar parada no funcionamento do coração, a chamada parada cardíaca”, alerta.

A prevenção das arritmias cardíacas deve ser feita com hábitos de vida saudáveis e a realização de check-ups periódicos, quando pode ser detectada alguma alteração do sistema cardiovascular que requer avaliação de um cardiologista. Outra forma de prevenção é não utilizar medicação sem prescrição médica, já que algumas delas podem causar arritmias.

O tratamento depende da causa da arritmia. “Podemos só fazer observação clínica, prescrever alguma medicação, eventualmente um procedimento cirúrgico ou, ainda, equipamentos de estimulação ao batimento cardíaco”, finaliza.

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