Julho Amarelo – que você precisa saber sobre as hepatites virais

25 jul, 2022 | Notícias

SMCC orienta a população sobre os tipos de hepatites no mês de conscientização

A SMCC (Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas), em apoio à campanha Julho Amarelo, está conscientizando a população sobre as hepatites virais, que são inflamações no fígado causadas por vírus. Para dar uma abordagem mais didática ao tema, foi elaborado um vídeo com várias informações sobre a doença. O vídeo, gravado pelo hepatologista Dr. Tiago Sevá Pereira, pode ser conferido no LINK.

De acordo com o médico, existem vários tipos de hepatites, mas as principais são a A, a B e a C. “A diferença entre elas é que hepatite A é transmissível por comida ou água contaminada. Enquanto a hepatite B e hepatite C têm transmissão por sangue ou relação sexual”, explica. Outra diferença é que a hepatite A é sempre aguda, ou seja, mais rápida, e não causa uma doença crônica. Ela também pode dar muito sintoma na fase inicial. Já a B e a C podem se tornar crônicas e causar doenças por mais de 10, 20 anos, e essas, sim, serem causas de cirroses hepáticas e até tumores de fígado.

Os sintomas dos três tipos, na fase aguda, podem ser mal-estar, náusea e icterícia, aquele amarelão do olho ou da pele. “Mas o problema é que muitas dessas doenças podem ser silenciosas e estar no organismo por vários anos ou décadas sem nenhum sintoma específico. Então é importante procurar e fazer o diagnóstico”, comenta o médico. De acordo com ele, todas as pessoas com idade entre 45 e 50 anos deveriam fazer a sorologia para verificar se têm ou não hepatite.

“O diagnóstico costuma ser fácil. Um exame de sangue simples, que tem qualquer posto de saúde ou consultório ou laboratório médico, faz esse diagnóstico”, orienta. Além das pessoas nessa faixa etária, outros grupos também devem ficar atentos e investigar se têm hepatite. “Pessoas que já tomaram transfusão de sangue, principalmente antes da década de 90, que é quando não se faziam os testes, pessoas que já usaram ou usam drogas injetáveis, e pessoas que têm mais de um parceiro sexual, com sexo desprotegido”, recomenda.

O tratamento, segundo Dr. Sevá, é bem acessível e está disponível também no SUS (Sistema Único de Saúde). “A hepatite B pode ser tratada com medicamento para controlar, com um tratamento um pouco mais prolongado; a hepatite C, com um tratamento, em geral, de dois a três meses, com comprimidos, pode ser curada; no caso da hepatite A, como é uma doença aguda, em geral, não precisa de tratamento específico”, afirma.

É importante ressaltar que os três tipos podem ser prevenidos. “Para a hepatite A e a hepatite B têm vacina, então é uma maneira muito eficaz de prevenção. No caso da hepatite C, infelizmente, não existe vacina, portanto, a maneira de prevenir é sexo sempre seguro e não compartilhamento de agulhas”, orienta.

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