Fila para cirurgias eletivas cai 20,8% na região da DRS VII

Expectativa é que redução seja de 30% a 40% após revisão de cadastros e mutirões de avaliações

O número de cirurgias previstas para o mutirão de cirurgias eletivas do Estado de São Paulo caiu 20,8% na área do Departamento Regional de Saúde de Campinas (DRS VII) até o final de julho. A fila inicial era de 71.456 procedimentos. A informação foi divulgada ontem pelo secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, e pela diretora do DRS VII, Fernanda Penatti Vasconcelos, em reunião que aconteceu na sede da SMCC (Sociedade de Cirurgia e Medicina de Campinas).

A redução é consequência das cirurgias já realizadas, dos resultados dos mutirões de avaliações e da revisão de cadastros, já que há casos de a mesma pessoa estar registrada mais de uma vez na fila. A expectativa da Secretaria de Saúde do Estado é de que o número inicial caia de 30% a 40% após a realização das avaliações iniciais. “Estamos fazendo um inventário e qualificando a fila”, explica Gorinchteyn.

No encontro realizado em Campinas, com a presença de gestores municipais de serviços públicos, privados e filantrópicos, o secretário buscou sensibilizar todos os presentes para que haja uma cooperação mútua e que cada um ajude da maneira que pode para que as cirurgias sejam feitas.  “Se não tiver integração, se não se ajudar, vai ser difícil. É a mesma política em relação à covid. Cada um tem que trazer o que pode. É ação”, destacou o secretário, que abriu espaço para que os serviços pudessem falar das limitações que estão encontrando no processo.

“As diversidades locais precisam ser consideradas e estratégias específicas precisam ser traçadas”, reforçou Fernanda, sobre a diferença de estrutura encontrada nas 42 cidades que compõem a DRS VII. Para ela, as soluções encontradas nesse mutirão deverão ficar como legado. “Precisamos que avance e seja uma política constante”, comenta.

Além do secretário e da diretora, estiveram presentes a secretária-adjunta de Saúde de Campinas, Deise Fregni Hadich, a superintendente do HC, Dra. Elaine Ataíde, o presidente da Rede Mário Gatti, Dr. Sergio Bisogni, e a presidente da SMCC, Dra. Fátima Bastos.

“Na pandemia, conseguimos unir forças. É importante fazer isso novamente. Serviços com mais estrutura podem ajudar os que possuem menos. Cada um fazendo sua parte, vamos tirar todas as pessoas da fila. A prioridade, neste momento, é a população. Muitos casos se agravaram com tanta espera e precisam de atendimento”, reforça a presidente da SMCC.

O governo estadual lançou o mutirão de cirurgias eletivas no fim de maio com o objetivo de zerar a fila em todo o Estado de São Paulo. Em junho, o secretário também esteve na sede da SMCC, reunido com serviços de saúde públicos e particulares, para firmar parcerias para a realização dos procedimentos. Atualmente, as cidades estão realizando mutirões de avaliações para dar encaminhamento aos casos. Para os atendimentos do mutirão, o Estado está repassando o dobro da tabela SUS (Serviço Único de Saúde).

 

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