Departamento de Patologia Clínica da SMCC analisa a chegada de novo teste molecular para Covid-19 em Campinas

19 out, 2020 | Notícias


O teste molecular para SARS-CoV-2 (Covid 19) com amplificação isotérmica: IDNOW-RT-PCR foi implantado no laboratório Sabin Medicina Diagnóstica de Campinas. O equipamento permite a emissão do laudo de RT-PCR para Covid-19 em 2 (duas) horas.

O Coordenador do Departamento Científico de Patologia Clínica da SMCC, Dr. Alex Galoro,  que também é gestor médico no laboratório, comentou que o novo teste é semelhante ao RT-PCR, mas utiliza a técnica de Amplificação Isotérmica Molecular. A análise em equipamento específico permite a amplificação do material genético viral, sem a necessidade de ciclos da temperatura, o que permite a sua execução em apenas 13 minutos.

“Os métodos moleculares convencionais (PCR, qPCR, Nested-PCR) requerem equipamentos sofisticados para amplificação e visualização dos resultados, impedindo seu uso em laboratórios menos equipados. A amplificação isotérmica, é uma variação da PCR convencional, onde todo o processo acontece em sistema fechado, minimizando etapas e risco de contaminação, utilizando para isso enzimas que permitem a amplificação isotérmica do fragmento específico do virus, sem variação de temperatura e com alta especificidade, sensibilidade e rapidez”, disse Dr. Alex.

Segundo o médico, no teste detecta-se uma região específica do gene RdRp do vírus. O resultado da amplificação sai em minutos e com isso se consegue, portanto, entregar o resultado em até 2 horas.

O método de coleta é o mesmo: secreção de nasofaringe obtida pelo mesmo método de coleta, mas com um swab (cotonete) específico.

“O menor prazo para entrega do resultado do exame era uma necessidade médica, discutida nos Fóruns de Debate sobre Covid-19, da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas, pois o diagnóstico rápido facilita as ações de acompanhamento e isolamento, caso o resultado seja positivo. O desempenho é semelhante ao PCR tradicional, o resultado depende da carga viral, no momento da coleta”, comentou o médico.

Por se tratar de uma metodologia diferenciada que exige equipamento específico, o preço do novo teste é cerca de 50% mais caro.

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